Arquivo da categoria ‘Ciências Sociais’

Divulgando mais um evento:

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A décima primeira edição do Seminário de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá (UEM), intitulada Ciências Sociais em Foco: Faces do Mundo Contemporâneo, debaterá diferentes temáticas que têm inquietado os pesquisadores do vasto campo formado pelas disciplinas Antropologia, Ciência Política e Sociologia.

O evento será constituído de atividades destinadas a debater temas como as manifestações populares no Brasil hoje, o desenvolvimento econômico e as relações políticas estabelecidas pelo Brasil no contexto latino-americano, a história e a formação do pensamento social brasileiro, as relações entre o global e o local, os paradigmas do “etnodesenvolvimentismo” e possíveis contradições entre o relativismo antropológico e o universalismo desenvolvimentista. Tais debates ensejarão a realização de aprofundadas e fundamentadas reflexões, inclusive a respeito das formas pelas quais o conjunto das Ciências Sociais têm dado respostas às mencionadas problemáticas, postas pelo contexto social.

Deste modo, o evento buscará propiciar uma ampla gama de debates, que permitirá refletir acerca das contradições do mundo contemporâneo em seus diversos aspectos, ensejando a problematização a respeito da atuação do cientista social diante dos impasses e possibilidades trazidas pelas relações sociais, em suas dimensões particular e universal.

O Seminário será constituído de três mesas-redondas, uma conferência de abertura, grupos de trabalhos (GTs) e minicursos, atividades fundamentadas na proposta de estabelecer diálogos entre as diversas áreas e referências teóricas que compõem as Ciências Sociais.

Programação e informações sobre a submissão de trabalhos em:http://www.dcs.uem.br/index/?page_id=2171

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1418775738344233/?ref_newsfeed_story_type=regular

Comissão organizadora:

Eide Sandra Azevedo Abreu,
Fagner Carniel,
André de Oliveira Gerônimo,
Camila Galetti,
Eduardo Oliveira de Almeida,
Francieli Martins Batista,
Samanta Elisa Martinelli,
Rafael Adílio Silveira dos Santos, e
Stefany Ferreira Feniman

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Do editorial da Gazeta do Povo do último domingo, 06/10/2013:

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Foto: Alderon Costa

 

 

Para implantar nova política da população de rua, prefeitura terá de realizar força-tarefa junto a moradores de bairros que agora recebem abrigos

O cumprimento do Decreto 7.053, de 23 de dezembro de 2009 – que estabelece a política nacional para a população em situação de rua – não tem ocorrido com tranquilidade, como era de esperar. O documento propõe a descentralização dos espaços de atendimento, o que em outras palavras implica fechar os grandes albergues e constituir casas menores, espalhadas pelas cidades, com possibilidade de atendimento menos massificado e mais humanizado. Eis a tensão.

De acordo com o Movimento Nacional da População de Rua, Curitiba tem 4 mil moradores nessa situação. Os dados oficiais do governo federal, publicados em 2008, indicam 2,7 mil pessoas vivendo na rua na capital. Com base nos cadastros de atendimentos individuais de 2012, a Fundação de Ação Social (FAS) estima que sejam 3,4 mil moradores de rua, o que indica um crescimento de 26% em quatro anos. Não é índice para deixar de braços cruzados.

Entre os assistentes sociais, psicólogos, educadores e demais profissionais que atuam junto ao povo da rua, é consenso que os abrigamentos, tais como ocorriam, em nada ajudavam na reinserção dos chamados mendigos. Aparentemente iguais nos andrajos, os miseráveis se encontram em estágios diferentes de suas vidas. Desconsiderar esse aspecto é condená-los à inércia.

Há os que estão menos sujeitos às recaídas nas drogas e no álcool. Os que já trabalham – ainda que uma grande massa seja informal. Os que reatam com certo sucesso o vínculo com a família. Colocados todos juntos, anônimos, em refeitórios e dormitórios da assistência social, os avanços tendem a ser minorados. Não é segredo para ninguém que, expostos à ocasião, muitos recuam nos passos dados, voltando ao ponto de partida.

A Fundação de Ação Social de Curitiba decidiu dar passos largos na questão da população de rua. As dificuldades não são poucas. Nos bairros do Boqueirão, Portão e Rebouças – para citar três áreas que receberam as novas “casas de passagem” –, a resposta dos moradores não foi favorável. Não há – a rigor – rejeição explícita à nova ordem, mas oposição à presença desses espaços próximos às casas das famílias. As argumentações são mais ou menos as mesmas: os mendigos fazem abordagens contínuas, trazem sensação de insegurança, inibem. Há quem os acuse de pequenos furtos. Unânimes, moradores pedem que a prefeitura realize a política, mas em outro lugar, de preferência numa fazenda.

A FAS, procurada pela Gazeta do Povo, informou que tem promovido, e vai reforçar, o diálogo com os moradores, assim como aprimorar práticas educativas e alertas à sociabilidade junto aos inquilinos das novas casas. Mas não abre mão de afirmar: é dever do poder público cuidar da população de rua, seguindo a diretriz nacional e as prescrições dos especialistas.

Outro aspecto é que se trata de uma política multissetorial – ou seja, a ação social não é o único agente nessa tarefa, que é dividida com setores como a saúde, por exemplo. Os consultórios de rua são já uma ação concreta dessa ação conjunta. A FAS, contudo, não esconde sua preocupação com o desafio de conseguir a anuência dos moradores.

A relação ambígua entre a população comum e a população de rua merece ser observada com vagar. Tem raízes medievais. É no medievo que se consolida a retórica de que os mais pobres são figuras de predileção divina, a quem se deve acolher, conforme descrito nas obras de misericórdia. No Renascimento, com o aumento dos mendicantes, esse discurso endurece. Ao mesmo tempo que eleitos, “pobres divinos”, “imagens do Redentor”, passam a ser vistos também como promíscuos, violentos, desocupados, desterrados, fora da lei e endemoninhados. No século 19, o higienismo reforça a tendência à repulsa, posto que os mais pobres passaram a ser vistos também como transmissores de doenças.

É fato que esses preconceitos construídos no decorrer da história receberam correções – ora por parte das igrejas, das escolas e dos governos. Mas é flagrante que a figura dos mais pobres permanece em estado de “dúvida metódica”, de “ser ou não ser”. Ao mesmo tempo em que comovem, levando à generosidade, são vistos por suas culpas por estarem onde estão, representando uma ameaça à propriedade e à integridade.

Pesquisa feita em 2009 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Instituto Rosa Luxemburgo, da Alemanha, acabou, por vias tortas, comprovando essa relação delicada. O levantamento intitulado Diversidade sexual e homofobia no Brasil não trata da mendicância, mas em algumas questões – como as relacionadas ao repúdio social – mostrou altíssimo grau de rejeição também a moradores de rua e a figuras que se confundem aos mendigos, como ex-presidiários e dependentes químicos. Será uma longa viagem.”

Divulgando o evento  promovido pelo pessoal da PPGAS – UFPR que ocorrerá na próxima semana na Reitoria da UFPR:

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10 de junho
18h00: Sessão solene.

19h: MESA “A Profissionalização do Cientista Social Brasileiro”.
Lejeune Xavier Carvalho (Unicamp)
Alexandro Dantas Trindade (UFPR)
Mauro Leno Silvestin (UFPR)

11 de junho
9h: MESA “Demarcação de Territórios Indígenas no Brasil: Dilemas e Questões.”
Maria Helena Amorim (FUNAI)
Ricardo Cid Fernandes (UFPR)
Thiago Moreira dos Santos (ISA)

14h: Apresentação de trabalhos.
Sociologia
Antropologia
Ciência Política

19h: MESA “Participação Política e Cyberespaço no Brasil.”
Sérgio Braga (UFPR)
Rodrigo Rossi Horochovski (UFPR)
Datafolha/Ibope

12 de junho
9h: MESA “Políticas Públicas e Juventude na América Latina.”
Maria José Resende (UEL)
Ana Luisa Fayet Sallas (UFPR)
Maria Tarcisa Silva Bega (UFPR)

14h: CINECLUBE
Filme: “The Ax Fight”
Debate: Maria Inês Smiljanic (UFPR)

19h: MESA “Relações Raciais e Expressões Artísticas.”
Geslline Braga (USP)
Milena Martins (UFPR)
Marco de Oliveira (UFPR)

13 de junho
9h: MESA “Formação Docente: para além da sala de aula.”
Rafael Bezerra (UFPR)
Cássio Esteche Brito (CELC)
Ileizi Fiorelli (UEL)

19h: OFICINAS
Patrimônio Imaterial: um campo em perspectiva.
Produção de textos acadêmicos.
Apresentação de atividade do PIBID Sociologia UFPR com xs estudantes do C.E. Leôncio Correia.

19h: A Condução Política das Drogas.
Gilberta Acserald (UERJ)
Brigida Reinold (UFRJ)
Pablo Ornelas Rosa (FASF)

14 de junho
9h: MESA “O trabalho do arqueólogo”
Laércio Brochier (MAE/UFPR)
Sady Carmo Pereira Jr (UFPR)

14h:OFICINAS

Patrimônio Imaterial: um campo em perspectiva.

Produção de textos acadêmicos.

19h: ENCERRAMENTO.
Festa no DCE.

CAROS estudantes!
Boa tarde!
Esclareço que o horário CACS conforme bem lembrado no colegiado do curso é um horário que será apoiado e validado como parte da grade das disciplinas, enquanto nele se cumprir com a finalidade que deve ser formativa no seu sentido pleno. Este horário foi validado na reunião do colegiado, como parte da organização dos estudantes e, como parte de um curriculo extra-sala de aula, que todos fazemos, tanto na vida acadêmica, como social, política, pessoal e de trabalho. Seguramente poderá ajudar muito na organização do curso, no seu gerenciamento e na consolidação das decisões importantes para todos se nele agirmos como pessoas comprometidas. Este espaço é também o lugar da troca de ideias, da organização de atividades formativas, da liberdade e da responsabilidade, sobretudo do cuidado com este curso e com este ambiente que é nosso, que é de todos/as, a universidade. Importante dizer que o CACS representa os alunos do curso, que fala como representação deles, e, embora, já saibam, fala de decisões informadas e discutidas com o conjunto dos estudantes.Decisões que devem contemplar a diversidade e as necessidades de todos/as. Para que este espaço seja o espaço da representação, do respeito, da acolhida, da verdade, – é preciso desenvolver senso crítico com responsabilidade. Neste sentido o horário, o lugar, a voz, a fala, a acolhida e o respeito são imperativos tanto à vida de cada um, quanto à cidadania e ao futuro institucional. Assumam este lugar como um lugar que é de vocês e todos e todas, façam valer a representação dos seus interesses.
Abraço aos alunos e alunas do curso
Marlene Tamanini
Coordenadora do curso de Ciências Sociais.

Se os números não mentem, confirma-se a cada dia que a profissão de professor no Brasil goza do mais alto desprestígio em toda sua história. Pesquisa da Faculdade de Educação da USP – Atratividade do magistério para a educação básica”, de Luciana França Leme –, recém-publicada, mostra que metade dos graduandos das faculdades de Matemática, Física e Química – mesmo sendo alunos de licenciaturas – não planeja pôr os pés numa sala de aula. Aferição similar foi feita pela Fundação Carlos Chagas, em 2009, junto a estudantes do ensino médio: só 2% desejavam o magistério.

Os dados – que não se desmentem a cada novo levantamento – servem de termômetro. Um país no qual os jovens universitários rejeitam servir à educação não tem muito do que se ufanar. Os demais países do mundo que o digam. E isso vale para nações desenvolvidas, como a Coreia do Sul, e para países em frangalhos, como Cuba, para citar duas. Em ambas, o status do professor se mantém em alta e esse seria o segredo.

Convenhamos, não se trata apenas de uma questão cultural. Fosse por esse prisma, o Brasil por certo se sairia bem. Ainda que não na prática, pelo menos no discurso, o brasileiro louva e agradece os professores que teve, ainda que afirme não querer ser à imagem e semelhança de nenhum deles. A questão é de fundo político. Não basta reconhecer os mestres, é preciso mostrar, com programas sérios, que o próprio Estado os reconhece.

Não se trata de coisa do outro mundo, nem exige gastos que arrasariam os cofres públicos. Pesquisadores de educação aqui e ali revelam que com incentivos bem calibrados, muitos sairiam da faculdade e fariam um estágio em sala de aula, irrigando essa seca danada. Pode ser um estágio de dois anos, numa espécie de período sabático, tempo em que os governos incentivariam os recém-graduados a provar o gosto do quadro-negro. Obviamente, isso não resolveria a carência de nada menos do que 170 mil professores de Ciências Exatas nas escolas de ensino fundamental e médio. Mas pelo menos serviria de estímulo à experiência, saltando dali para outros voos. Muitos ficariam ali, seduzidos pela paixão de ensinar, motivo para que tantos milhares tenham abraçado o ensino, apesar dos pesares.

É preciso ir mais longe. A pesquisa da USP, a da Fundação Carlos Chagas, a da Fundação Lemann, para citar mais uma, deveriam servir de base para uma investigação mais profunda, capaz de revelar as causas dessa rejeição a mais nobre das tarefas. Descrença na educação? Insegurança diante da exposição do professor a periferias violentas? Propaganda negativa feita pelos próprios professores? Salários? A depender das respostas, seria possível balizar o que é lenda e o que é verdade em toda essa nuvem cinzenta que ronda o ensino. Há professores agredidos nas periferias – é claro. Mas há lá também brasileiros que desenvolvem projetos de monta e fazem diferença na construção da cidadania. Uma comparação de rendimentos, do mesmo modo, serviria para mostrar que no quadro geral são muitos os ramos de atividade com ganhos módicos. O professor não está sozinho na barca do inferno.

Outro foco de investigação “da hora”, como se diz, é constatar o quanto estamos numa roda viva de oferta e procura, custo e benefício, em especial para os profissionais da área de Matemática, Física e Química. Eles são poucos em sala de aula, mas também na iniciativa privada. Nem é preciso fazer muito cálculo para saber – basta conferir a centena de programas corporativos ocupados de arrebanhar bons profissionais dados a números.

Rende uma boa conversa – a escola encontrou concorrência. E concorrência se vence fazendo contrapropostas. Cá entre nós, os governos andam trançando as pernas nesse quesito, empurrando para depois essa dívida social. Seria um belo programa – formar, remunerar e incentivar bons profissionais a incluírem a escola nos seus projetos de vida. Não se trata apenas de uma ideia bonita, tocante, patriótica, ao som do Hino Nacional. Trata-se da estratégia mais do que comprovada, usada por coreanos e cubanos, à revelia das terras, mares e dividendos que os separam. A propósito, o ministro da Educação Aloizio Mercadante jurou de pés juntos que ia resolver a falta de professores da área de Exatas. Não podemos deixá-lo esquecer.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1371788&tit=Quem-quer-ser-professor acessado em 12/05/2013.

Serão oferecidas 5 bolsas. Aos alunos e alunas de Ciências Sociais interessas é só seguir as normas apresentadas no seguinte edital: Sociologia PIBID 2013.

Grato.