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Estágiario Organiza-te e Luta!

Publicado: 07/06/2011 por fishernaluta em Movimento Estudantil, UFPR

O GT Sociais grupo de estudantes de ciências Sociais que se organiza desde o ano de 2010, busca estar sempre vinculado as lutas  e debates dos estudantes, desta vez a atividade é voltada aos bolsista da UFPR, que a muito estão colocados em precárias condições.

Leia o texto sobre as bolsas públicado no exemplar n° 2 do jornal Diz Sociais (Jornal produzido pelo Gt Sociais):

As bolsas estudantis na Universidade Federal do Paraná:

Bom pra quem recebe, ou pra quem faz política?

De acordo com o censo universitário de 2009, a UFPR contava com cerca de 26.607 estudantes, sendo que efetivamente participavam da vida acadêmica segundo a mesma fonte (Revista da UFPR junho de 2010) 19.694 estudantes. Na mesma edição foi divulgada a quantidade de estudantes que se “beneficiará” com bolsas estudantis (na cabeça dos burocratas um direito é sempre visto como beneficio): 4.422 estudantes. Se levarmos em conta o número divulgado de estudantes efetivos, temos cerca de 4 estudantes para cada bolsa, o que corresponde a 25% de estudantes “beneficiados”, com a quantia exorbitante que vária de 300 a 400 reais.

Um elemento que vale destacar é a quantidade de bolsas ofertadas especificamente para pesquisa, extensão, tutoria e monitoria. De acordo com a mesma edição da Revista UFPR estas representam um total de 1.962 bolsas, o que significa que apenas 10% dos alunos terão acesso a bolsas deste tipo. Vale lembrar que o que caracteriza uma universidade é o ensino a pesquisa e a extensão, tais dados nos fazem minimamente repensar se nossa UFPR vem correspondendo a tais requisitos, quando uma ínfima parte dos estudantes tem acesso a pesquisa/extensão/tutoria, pois não é desconhecida a velha queixa dos estudantes da desarticulação do tripé, sendo assim a maior parte dos estudantes tem sido restringida pela própria universidade ao acesso deste “universo”, e dá de cara com portas de laboratórios e grupos de pesquisa fechadas.

Temos de lembrar que se com as bolsas desejamos pensar na sobrevivência dos estudantes e na permanência na Universidade, podemos ter certas dúvidas quanto estas colocações, na medida em que tais bolsas, entre 300 e 400 R$, não chegam sequer a corresponder o salário mínimo de 540 R$. Temos claro então que os estudantes, principalmente das bolsas de trabalho passam por uma super-exploração, pois fazem o trabalho de um técnico, o que não pode ser entendido como uma complementação de sua formação, além de não receberem sequer um salário mínimo.

Cabe também citar que as bolsas freqüentemente atrasam, e demoram meses para chegarem, no ultimo EVINCI tivemos relatos de professores e alunos a respeito de bolsistas que não tinham a condição de chegar a universidade para os trabalhos por não ter se quer dinheiro para o ônibus, denunciam também casos de abandono devido ao atraso. Este elemento do atraso também pode ser visto como um elemento de elitização das bolsa, isto porque um estudantes que dependa destas para sobreviver ( se é que é possível com os valores que são pagos, pois estes também podem ser vistos como uma forma de elitizar como vimos em falas de professores no mesmo EVINCI , que as bolsas não são para quem passa necessidade, fala de professor da odontologia) não pode ter atrasos, ou tem sua existência diretamente atacada.

Segundo relatos de alun@s bolsistas, ainda a carga horária das bolsas de trabalho tem uma carga alta, e tem atrapalhado a rotina de estudos, pois como já frisamos não colabora nem um pouco com a formação acadêmica do participante, o que faz a afirmação da instituição minimamente falaciosa “a bolsa contribui de forma significativa para a formação profissional do estudante, permitindo a sua participação em atividades formativas.”

Será que nossa pró-reitora Rita de Cássia Lopes sabe exatamente destas criticas pois na versão da Revista da UFPR de Junho de 2010, comenta :“A bolsa proporciona tempo para se dedicar não só as atividades acadêmicas, mas também para cursos de aperfeiçoamento” , no mais na mesma Revista órgão institucional, encontramos todo tipo de elogio ao programa de bolsas e a seus avanços, o que nos mostra que a critério publicitário da gestão de certos burocratas as bolsas vem cumprindo certos fins, que não são os mais desejados pelos alunos.

Nesta mesma revista já referenciada a Universidade se orgulha dos novos investimentos, além de lembrar sempre que só são possíveis graças ao REUNI (Programa de Reestruturação Universitária, programa aprovado e instaurado durante o segundo governo petista), cabe lembrar que o mesmo governo gasta 47 % do orçamento com dividas públicas, e somente 2,88% com investimentos em educação. Parece que tal governo não tem sequer prioridades com a educação, os números falam por si só.

O fato que parece preponderante é que tanto a universidade quanto governo gracejam avanços na área de educação, em especial no que tratamos assistência estudantil, porém nós quanto estudantes que vivemos na pele tais políticas não enxergamos tais melhorias, pois não estamos em altos cargos do governo nem da burocracia estatal. Desta forma todos os pseudo-avanços que são motivos de tanto marketing e orgulho das autoridades, não parecem satisfazer a nós estudantes, que frente a isso não temos outra saída senão nos organizarmos e conquistarmos nós mesmo nossos direitos.

Abaixo a exploração dos estudantes!

Por reais condições de permanência, pesquisa e extensão!

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GT Sociais Todas as Quartas

Publicado: 17/05/2011 por fishernaluta em Ciências Sociais, Movimento Estudantil

O GT Sociais é composto por estudantes de Ciências Sociais independente de organizações políticas, ongs, e etc. que tem interesses em discutir as questões de interesse do Movimento Estudantil em seu curso, assim como busca articular com as mobilizações  que acontecem entre os demais cursos na UFPR. A idéia é contruir um espaço onde os estudantes possam refletir sobre suas lutas, formular sobre elas e é claro agir, isto sempre nas bases da participação horizontal!

Este ano já foram realizados os debates sobre a MP 520, as discussões junto aos estagiários, e é claro a tentativa de estar sempre presentes nas mobilizações da UFPR principalmente no curso de sociais.

Nossas reuniões tem acontecido as quartas-feiras a partir das 09:30 hs no Anf. 600.

Apareça você também, Você é a Força do Movimento Estudantil!